sexta-feira, 9 de abril de 2010
JC15 - Oblivion
[I promise to all of my fans that THIS post is for all of those who feel betrayed by my unforgettable act of not fulfilling the promises I make... SO coming REALLY soon...]
segunda-feira, 5 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
JC11 - Pandora
O mal foi libertado sobre o nosso mundo e apenas a esperança sobrou, longínquo murmúrio que chega até nós nos dias que correm, trazido por memórias rebuscados e deturpadas pelo intenso e incontrolável turbilhão do tempo. Mas a história termina aí o que leva os mais afincados e crentes leitores a enveredarem por uma tarefa hercúlea na procura da caixa, ainda que esta seja uma metáfora bem vincada, e encontrarem nela, bem no fundo, amedrontada pela maléfica e distorcida existência humana, essa esperança que, na maior parte das vezes, parece uma meta demasiado idílica para merecer sequer o esforço que a ela conduz.
Pois desenganem-se os ateus e os agnósticos, falsos sinónimos já muitas vezes esclarecidos à minha pessoa, mas que continuo sem distinguir colocando portanto, para evitar discriminações ou atentados à minha integridade linguística, emparelhados sempre que um dos dois desejo invocar, a caixa de Pandora não é uma metáfora, não, longe disso, é tão real que vivemos nela sem nos apercebermos a cada momento da nossa existência, a cada sopro de vida que expelimos, a cada piscar de olhos, a cada eterno segundo que nos aproxima inevitavelmente do fim, sempre lá esteve. E não falo eu de abstracções como o mundo ou o Universo, seria no mínimo patético considerar o nosso mundo uma caixa, falha estilística enorme utilizar uma caixa aproximadamente esférica para guardar algo tão perfeito e inimaginável como a esperança, falha apenas equiparável pela concepção de uma caixa de tamanho infinito em constante (será?) crescimento. Não. Desde o momento em que a sala 118 ganhou vida que muitos sentiram o Seu poder, o Seu chamamento, o Seu efeito. Desde o momento em que decidi transcrever os acontecimentos que rodeavam aquele ponto fulcral do poder divino que me senti impelida por forças até então desconhecidas, que me deram o dom de transpor em palavras momentos e sentimentos que ultrapassam a mais inumana das percepções. E foi só quando tal poder desapareceu, a 14 de Fevereiro de 2010, que eu percebi, que todos os que comigo viveram naquele oásis perceberam, que a sala 118 estava perdida para sempre. E todos entenderão agora porque afirmo, sem dúvidas de qualquer tipo, que a sala 118 é sem dúvida o antro da esperança, a caixa de Pandora dos tempos modernos.
Mas ultimamente a caixa permanece selada. Todos os que tinham o poder de a abrir sucumbiram a maleitas diversas, muitas das chaves simplesmente sumiram, viajaram, deixaram de exercer a sua função. E nestes dias que correm a esperança permanece, trancada eternamente no minúsculo volume contido nas 4 paredes chão e tecto desse cubo de Rubik, pois mágica ela é, faltando apenas o espectro cromatográfico e os múltiplos eixos de rotação para tornarem esta simples e rudimentar metáfora numa descrição perfeita e perspicaz do local divino que é a sala 118. Tentai oh intrépidos exploradores, passar dias e dias como aqueles que passamos naquela sala. Tentai oh jovens aventureiros sentir a torrente de divindade que tão prosperamente emanava da fonte da sabedoria dentro daquelas paredes... Tentai e falhai.
A fonte secou...
Mas virá o dia em que aquelas portas se abrirão de par em par, ignorando o facto da singularidade de uma só porta existir que separa o Éden olímpico da sala 118 do mundano corredor que a ela conecta. E nesse dia a esperança fluirá nos nossos corpos, oh crentes na perfeição, e inundará os nossos seres com o sentimento que todos partilhávamos rodeados daquelas quatro paredes e 2 janelas... Acreditai... Esperai...
Esse dia virá...
Pois desenganem-se os ateus e os agnósticos, falsos sinónimos já muitas vezes esclarecidos à minha pessoa, mas que continuo sem distinguir colocando portanto, para evitar discriminações ou atentados à minha integridade linguística, emparelhados sempre que um dos dois desejo invocar, a caixa de Pandora não é uma metáfora, não, longe disso, é tão real que vivemos nela sem nos apercebermos a cada momento da nossa existência, a cada sopro de vida que expelimos, a cada piscar de olhos, a cada eterno segundo que nos aproxima inevitavelmente do fim, sempre lá esteve. E não falo eu de abstracções como o mundo ou o Universo, seria no mínimo patético considerar o nosso mundo uma caixa, falha estilística enorme utilizar uma caixa aproximadamente esférica para guardar algo tão perfeito e inimaginável como a esperança, falha apenas equiparável pela concepção de uma caixa de tamanho infinito em constante (será?) crescimento. Não. Desde o momento em que a sala 118 ganhou vida que muitos sentiram o Seu poder, o Seu chamamento, o Seu efeito. Desde o momento em que decidi transcrever os acontecimentos que rodeavam aquele ponto fulcral do poder divino que me senti impelida por forças até então desconhecidas, que me deram o dom de transpor em palavras momentos e sentimentos que ultrapassam a mais inumana das percepções. E foi só quando tal poder desapareceu, a 14 de Fevereiro de 2010, que eu percebi, que todos os que comigo viveram naquele oásis perceberam, que a sala 118 estava perdida para sempre. E todos entenderão agora porque afirmo, sem dúvidas de qualquer tipo, que a sala 118 é sem dúvida o antro da esperança, a caixa de Pandora dos tempos modernos.
Mas ultimamente a caixa permanece selada. Todos os que tinham o poder de a abrir sucumbiram a maleitas diversas, muitas das chaves simplesmente sumiram, viajaram, deixaram de exercer a sua função. E nestes dias que correm a esperança permanece, trancada eternamente no minúsculo volume contido nas 4 paredes chão e tecto desse cubo de Rubik, pois mágica ela é, faltando apenas o espectro cromatográfico e os múltiplos eixos de rotação para tornarem esta simples e rudimentar metáfora numa descrição perfeita e perspicaz do local divino que é a sala 118. Tentai oh intrépidos exploradores, passar dias e dias como aqueles que passamos naquela sala. Tentai oh jovens aventureiros sentir a torrente de divindade que tão prosperamente emanava da fonte da sabedoria dentro daquelas paredes... Tentai e falhai.
A fonte secou...
Mas virá o dia em que aquelas portas se abrirão de par em par, ignorando o facto da singularidade de uma só porta existir que separa o Éden olímpico da sala 118 do mundano corredor que a ela conecta. E nesse dia a esperança fluirá nos nossos corpos, oh crentes na perfeição, e inundará os nossos seres com o sentimento que todos partilhávamos rodeados daquelas quatro paredes e 2 janelas... Acreditai... Esperai...
Esse dia virá...
JC10 - Paradox (aka Destiny)
Há momentos na vida de cada um de nós que parecem cuidadosa e, muitas vezes, cirurgicamente extraídos de um qualquer argumento fictício elaborado por alguém com uma imaginação e uma distorção tão grandes da realidade que quando tais acontecimentos tomam lugar, os seus intervenientes sofrem consequências tenebrosas a nível da sanidade mental e da capacidade cognitiva de compreender a realidade que os rodeia. Neste post narrarei um desses acontecimentos, um momento belo daquilo a que os mais literados gostam de chamar uma feliz coincidência, não confundir com destino ou determinismo, falsos sinónimos, pois falar de tais temas poderá ferir susceptibilidades e provocar divagações e discussões de tal forma extensas que o limite de caracteres deste post seria largamente ultrapassado sem que a alguma conclusão sólida conseguíssemos chegar.
Todos os anos existe um fim-de-semana capaz de mudar o futuro. Para quem acredita em destino, pode dizer-se que aqueles que o vivem são responsáveis por moldar vidas, poder concedido apenas pelos mais crentes e beatos seguidores das divindades a elas mesmas. Eu vivi-o nos últimos 3 anos e, nesse período de tempo, construí futuros, destruí vidas, estilhacei ideias erróneas e criei revolta entre os meus iguais. Este ano mudei a postura. E decidi dar a cada um dos que me procurou em busca de respostas um momento de epifania espiritual, uma viagem ao subconsciente onde decidi projectar imagens do futuro de cada um, para que cada um percebesse que, mesmo moldando o destino, existe sempre o poder de escolher, o livre arbítrio. E foi num destes momentos de projecção astral na mente de um dos muitos indivíduos que durante 4 dias procurou os meus conselhos, após árduas horas de viagem por caminhos inacessíveis e mares inultrapassáveis, que eu mesmo fui atacado pelo destino.
Muito se tem conjecturado, mesmo após o meu último post, entre os meus seguidores, se realmente eu sou o ser omnipotente que afirmo ser, desprovido de todos os sentimentos responsáveis pela perda de controlo sobre o meu ego. Para muitos eu minto, heresia das heresias revoltar-se de tal forma contra a divindade inegável do meu ser, e para esses descrentes nem eu, ficticiamente João Monteiro, resisto aos prazeres da carne, apontando-me ainda o dedo no facto em que crêm na minha fraqueza em relação ao indivíduo que tratarei deste momento em diante por Diana. Dela já falamos remotamente neste blog e os mais afincandos e fanáticos seguidores já a conhecerão e já terão com certeza fantasiado com uma personagem meramente virtual, sem aparência corpórea, e com todas as actividades que esta falta de corporalidade e obediência às leis da Física poderia fornecer. Não escrevo isto para admitir tão inapropriada relação especialmente quando ela não é verídica, mas também porque faz parte da minha natureza não ceder a pressões externas no que à mentira diz respeito. Diana é uma peça importante no que se desenrolará em seguida e, duma certa forma, Diana prova no acontecimento a narrar em breve, que se calhar há pessoas que estão feitas para estarem juntas por muito ódio e nenhuma atracção que exista entre elas.
O Domingo de Ramos é uma tradição inexplicável. O simples acto de tentar corrigir, muitas vezes, a falta de contacto com as pessoas a quem os nossos pais deram o títulos de padrinhos, ainda nós não tinhamos capacidade para concordar ou não com a decisão, é no mínimo patético e revela que a chantagem e o suborno são duas das armas mais poderosas para dominar os sentimentos de uma pessoas, elevando a sua cobiça e ganância à flor da pele, sempre escondida mas nunca enterrada. No Domingo de Ramos eu executava a minha tarefa de guia espiritual perante os milhares de almas perdidas que buscavam os meus conselhos quando uma delas me revelou, na viagem pelo seu subconsciente, uma relação de parentesco ténue com Diana. Esta relação, "prima" chamou-lhe ela, trouxe a mim a dúvida, onde está Diana quando era suposto estar aqui orientando a sua prima nos poderosos e misteriosos caminhos da vida? A dúvida encheu-me e tive que a expressar à única pessoa capaz de mo responder. A verdade é que a "prima" de Diana sofria da mesma dúvida que eu em relação ao seu paradouro quando a necessidade de amor fraternal se mais fazia sentir. Os telemóveis são armas do demónio, mas é neste momento que revelam todo o seu poder, ao darem-me a notícia de que, cedendo às tradições, Diana se encontra com a sua madrinha partilhando momentos de afecto inigualáveis, falsos quem sabe, só Deus, visto falar eu de experiência muito pessoal.
Mas uma história que poderia acabar aqui e em nada espelhar anormalidade, entrou no domínio do sobrenatural quando fui abordado por um segundo indivíduo, claramente relacionado com o primeiro numa relação clara de maternidade ou afim, exclamando perante o meu ar estupefacto, ser ela, e não outra do outro lado da linha de trocas de SMS, a madrinha de Diana. Em quem acreditar? Naquela que todos crêm ser a única capaz de me fazer ceder aos prazeres da carne ou na pessoa que afirmava ser a sua madrinha, ilustre desconhecida para mim, estaria ela a mentir? Não sei, continuaria sem saber, sem o destino não me tivesse feito questionar Diana. Será destino? A verdade é que Diana afirmava novamente que estava a dirigir-se a casa de sua madrinha, que se encontrava ali quedada à minha frente enquanto via este enorme paradoxo desenrolar-se à minha frente. O final desta história? Não sei. Nem quero. Há histórias que ficam completas sem um final, perdoando-me mais este paradoxo. Prefiro viver a vida a pensar que este momento teve tanto de belo como de impossível. Coincidence you might think? Como numa bela série de televisão que eu e muitos outros seguem vorazmente, muitas vezes até demais, já foi um dia proclamado...
Don't mistake coincidence for fate.
JC
Todos os anos existe um fim-de-semana capaz de mudar o futuro. Para quem acredita em destino, pode dizer-se que aqueles que o vivem são responsáveis por moldar vidas, poder concedido apenas pelos mais crentes e beatos seguidores das divindades a elas mesmas. Eu vivi-o nos últimos 3 anos e, nesse período de tempo, construí futuros, destruí vidas, estilhacei ideias erróneas e criei revolta entre os meus iguais. Este ano mudei a postura. E decidi dar a cada um dos que me procurou em busca de respostas um momento de epifania espiritual, uma viagem ao subconsciente onde decidi projectar imagens do futuro de cada um, para que cada um percebesse que, mesmo moldando o destino, existe sempre o poder de escolher, o livre arbítrio. E foi num destes momentos de projecção astral na mente de um dos muitos indivíduos que durante 4 dias procurou os meus conselhos, após árduas horas de viagem por caminhos inacessíveis e mares inultrapassáveis, que eu mesmo fui atacado pelo destino.
Muito se tem conjecturado, mesmo após o meu último post, entre os meus seguidores, se realmente eu sou o ser omnipotente que afirmo ser, desprovido de todos os sentimentos responsáveis pela perda de controlo sobre o meu ego. Para muitos eu minto, heresia das heresias revoltar-se de tal forma contra a divindade inegável do meu ser, e para esses descrentes nem eu, ficticiamente João Monteiro, resisto aos prazeres da carne, apontando-me ainda o dedo no facto em que crêm na minha fraqueza em relação ao indivíduo que tratarei deste momento em diante por Diana. Dela já falamos remotamente neste blog e os mais afincandos e fanáticos seguidores já a conhecerão e já terão com certeza fantasiado com uma personagem meramente virtual, sem aparência corpórea, e com todas as actividades que esta falta de corporalidade e obediência às leis da Física poderia fornecer. Não escrevo isto para admitir tão inapropriada relação especialmente quando ela não é verídica, mas também porque faz parte da minha natureza não ceder a pressões externas no que à mentira diz respeito. Diana é uma peça importante no que se desenrolará em seguida e, duma certa forma, Diana prova no acontecimento a narrar em breve, que se calhar há pessoas que estão feitas para estarem juntas por muito ódio e nenhuma atracção que exista entre elas.
O Domingo de Ramos é uma tradição inexplicável. O simples acto de tentar corrigir, muitas vezes, a falta de contacto com as pessoas a quem os nossos pais deram o títulos de padrinhos, ainda nós não tinhamos capacidade para concordar ou não com a decisão, é no mínimo patético e revela que a chantagem e o suborno são duas das armas mais poderosas para dominar os sentimentos de uma pessoas, elevando a sua cobiça e ganância à flor da pele, sempre escondida mas nunca enterrada. No Domingo de Ramos eu executava a minha tarefa de guia espiritual perante os milhares de almas perdidas que buscavam os meus conselhos quando uma delas me revelou, na viagem pelo seu subconsciente, uma relação de parentesco ténue com Diana. Esta relação, "prima" chamou-lhe ela, trouxe a mim a dúvida, onde está Diana quando era suposto estar aqui orientando a sua prima nos poderosos e misteriosos caminhos da vida? A dúvida encheu-me e tive que a expressar à única pessoa capaz de mo responder. A verdade é que a "prima" de Diana sofria da mesma dúvida que eu em relação ao seu paradouro quando a necessidade de amor fraternal se mais fazia sentir. Os telemóveis são armas do demónio, mas é neste momento que revelam todo o seu poder, ao darem-me a notícia de que, cedendo às tradições, Diana se encontra com a sua madrinha partilhando momentos de afecto inigualáveis, falsos quem sabe, só Deus, visto falar eu de experiência muito pessoal.
Mas uma história que poderia acabar aqui e em nada espelhar anormalidade, entrou no domínio do sobrenatural quando fui abordado por um segundo indivíduo, claramente relacionado com o primeiro numa relação clara de maternidade ou afim, exclamando perante o meu ar estupefacto, ser ela, e não outra do outro lado da linha de trocas de SMS, a madrinha de Diana. Em quem acreditar? Naquela que todos crêm ser a única capaz de me fazer ceder aos prazeres da carne ou na pessoa que afirmava ser a sua madrinha, ilustre desconhecida para mim, estaria ela a mentir? Não sei, continuaria sem saber, sem o destino não me tivesse feito questionar Diana. Será destino? A verdade é que Diana afirmava novamente que estava a dirigir-se a casa de sua madrinha, que se encontrava ali quedada à minha frente enquanto via este enorme paradoxo desenrolar-se à minha frente. O final desta história? Não sei. Nem quero. Há histórias que ficam completas sem um final, perdoando-me mais este paradoxo. Prefiro viver a vida a pensar que este momento teve tanto de belo como de impossível. Coincidence you might think? Como numa bela série de televisão que eu e muitos outros seguem vorazmente, muitas vezes até demais, já foi um dia proclamado...
Don't mistake coincidence for fate.
JC
JC09 - Cupid's last stand
Não tenho nome. Se alguém duvidava acaba aqui o flagelo que atormentou a mente desse triste e solitário indivíduo, cuja felicidade na vida se prende com as actualizações deste blog e que, proventura, já não mais o lerá nem beberá do saber destas palavras derivado do seu mais que provável suícidio durante o hiato de mais de um mês a que fui forçado por condicionantes externas ao meu espectro de domínio. Este escrito narra o acontecimento que causou este, para muitos sim para quase todos não, doloroso período de desértico fluir de ideias da minha parte, nessa noite fatídica de 14 de Fevereiro de 2010, sob as estrelas gloriosamente brilhantes, salpicando o negrume do Universo.
"Nature herself has imprinted on the minds of all the idea of God."
É curiosa a ligação entre a minha inominalidade [facto não aleatório nem meramente proto-filosófico, nem muito menos artíficio da minha bizarra mente para exprimir um qualquer sentimento de falta de identidade] e o promíscuo e vernáculo [palavra utilizada por um docente que respeito acima de Deus e outras entidades poli ou monoteístas um pouco por toda a toalha tetradimensional do espaço-tempo que cobre a existência da raça humana, feita às suas muitas e variadas imagens e semelhanças] acto do acasalamento humano, propulsionado, contra a vontade das divindades, pela criação do, tão inapropriadamente chamado, dia de S.Valentim, rebaptizado pela falta de respeito pela canonização, que as mais recentes e hereges gerações têm por este acontecimento demonstrado, como dia dos Namorados [com letra maiúscula como advém da ridícula e incompreensível importância que os self-proclaimed casais gostam na vasta maioria das vezes de atribuir ao rótulo dado à natureza da sua relação].
O meu nome perdeu-se na necessidade de me abstrair desses pensamentos impulsivos e presos ao prazer carnal na concepção destes tomos meramente abstractos. É o preço que se paga por esquecer a necessidade de ser amado e de amar: perder a própria identidade e ascender a um nível que poucos ou nenhuns sonharam atingir, e do alto desse pico de omnisciência lançar a cólera sobre aqueles que se perderam no tumultuoso mar do abstraccionismo do mundo que os rodeia quando acompanhados por outro ser que com eles partilhe tão perigosa e letal atracção. É esta força e este complexo de superioridade que me move no dia 14 de Fevereiro a esse antro de lascívia e obscenidade a que muitos gostam de chamar [vá-se lá saber porquê oh sábios da semântica e da necro-linguística] sala de cinema. Não só. Não. Um dia tão impróprio como este merece a companhia de 2 pessoas que comigo partilhem minimamente a superioridade em relação as restantes 150 pessoas neste enorme complexo de cadeiras reclináveis, incitando anda mais a prática descontrolada e desrespeitosa do coito em público, a quem chamaremos daqui em diante ficticiamente de Sara e Sofia [curioso como eu, also ficticiamente João E.F., indivíduo do cariótipo XY me faço acompanhar de dois indivíduos do sexo oposto sem qualquer pretexto reprodutivo ou de obtenção de prazer, num dia como o de hoje, a um filme romântico, rising once again above all].
Mas não é apenas com o objectivo de visionalização de uma película, produzida e realizada com o único e simples fim de provocar um baby boom em Novembro de 2010, [ou Setembro de 2010 para os, já de tão tenra idade, precoces] que os 3 protagonistas desta história decidiram perder uma noite de domingo em incómodas viagens de autocarro, rodeados por indivíduos com um QI inversamente proporcional ao gosto estilistico e capilar, perdidos na maralha de inerguminidade que se abateu sobre o shopping nessa fatídica noite. O objectivo era obliterar toda a possibildiade de criação de um clima minimamente apropriada a todas as tarefas que repudiei nos últimos parágrafos e obedecer ao que a minha omnisciência me obriga: arruinar durante 2 horas o tão importante dia dos Namorados a todos aqueles que, para mim Zeus da pureza, já nada representam neste mundo, nem em qualquer variação do mesmo em universos alternativos, e estariam melhor fechados numa ilha deserta, presos pelos grilhões da paixão, incapazes de propagarem a peste que os corrompe a cada yocto-segundo. E nessa noite vencemos.
Muitos lembrarão que a Novembro de 2010 a taxa de natalidade numa certa zona de um certo distrito de Portugal registou mínimos históricos inexplicáveis mesmo aos olhos dos mais doutos entre os mestres e doutores de medicina. Pois o nobre acto de dar à luz [outra frase, proveniente do infindável almanaque de frases inapropriadas a unidade curricular que lecciona, desse docente a quem idolatro e devoto todo o meu serviço e vassalagem] nesse 11º mês está directamente ligado à pontaria do jovem e anafado cúpido 9 meses antes, pontaria facilmente diminuída pelo poder que me foi concebido em troca do meu nome na patética esperança de salvar o mundo de todas as chicotadas que o demónio da sensualidade tenta continuamente inflingir sobre cada um de nós. Aqui deixo a mensagem: custou-me mais de um mês de recuperação, um mês de vazio mental e incapacidade de escrita e outras actividades cognitivas, mas graças a mim e aos que deram a vida e a morte por este momento, Cupid you shall never rise again from the ashes.
"Nature herself has imprinted on the minds of all the idea of God."
É curiosa a ligação entre a minha inominalidade [facto não aleatório nem meramente proto-filosófico, nem muito menos artíficio da minha bizarra mente para exprimir um qualquer sentimento de falta de identidade] e o promíscuo e vernáculo [palavra utilizada por um docente que respeito acima de Deus e outras entidades poli ou monoteístas um pouco por toda a toalha tetradimensional do espaço-tempo que cobre a existência da raça humana, feita às suas muitas e variadas imagens e semelhanças] acto do acasalamento humano, propulsionado, contra a vontade das divindades, pela criação do, tão inapropriadamente chamado, dia de S.Valentim, rebaptizado pela falta de respeito pela canonização, que as mais recentes e hereges gerações têm por este acontecimento demonstrado, como dia dos Namorados [com letra maiúscula como advém da ridícula e incompreensível importância que os self-proclaimed casais gostam na vasta maioria das vezes de atribuir ao rótulo dado à natureza da sua relação].
O meu nome perdeu-se na necessidade de me abstrair desses pensamentos impulsivos e presos ao prazer carnal na concepção destes tomos meramente abstractos. É o preço que se paga por esquecer a necessidade de ser amado e de amar: perder a própria identidade e ascender a um nível que poucos ou nenhuns sonharam atingir, e do alto desse pico de omnisciência lançar a cólera sobre aqueles que se perderam no tumultuoso mar do abstraccionismo do mundo que os rodeia quando acompanhados por outro ser que com eles partilhe tão perigosa e letal atracção. É esta força e este complexo de superioridade que me move no dia 14 de Fevereiro a esse antro de lascívia e obscenidade a que muitos gostam de chamar [vá-se lá saber porquê oh sábios da semântica e da necro-linguística] sala de cinema. Não só. Não. Um dia tão impróprio como este merece a companhia de 2 pessoas que comigo partilhem minimamente a superioridade em relação as restantes 150 pessoas neste enorme complexo de cadeiras reclináveis, incitando anda mais a prática descontrolada e desrespeitosa do coito em público, a quem chamaremos daqui em diante ficticiamente de Sara e Sofia [curioso como eu, also ficticiamente João E.F., indivíduo do cariótipo XY me faço acompanhar de dois indivíduos do sexo oposto sem qualquer pretexto reprodutivo ou de obtenção de prazer, num dia como o de hoje, a um filme romântico, rising once again above all].
Mas não é apenas com o objectivo de visionalização de uma película, produzida e realizada com o único e simples fim de provocar um baby boom em Novembro de 2010, [ou Setembro de 2010 para os, já de tão tenra idade, precoces] que os 3 protagonistas desta história decidiram perder uma noite de domingo em incómodas viagens de autocarro, rodeados por indivíduos com um QI inversamente proporcional ao gosto estilistico e capilar, perdidos na maralha de inerguminidade que se abateu sobre o shopping nessa fatídica noite. O objectivo era obliterar toda a possibildiade de criação de um clima minimamente apropriada a todas as tarefas que repudiei nos últimos parágrafos e obedecer ao que a minha omnisciência me obriga: arruinar durante 2 horas o tão importante dia dos Namorados a todos aqueles que, para mim Zeus da pureza, já nada representam neste mundo, nem em qualquer variação do mesmo em universos alternativos, e estariam melhor fechados numa ilha deserta, presos pelos grilhões da paixão, incapazes de propagarem a peste que os corrompe a cada yocto-segundo. E nessa noite vencemos.
Muitos lembrarão que a Novembro de 2010 a taxa de natalidade numa certa zona de um certo distrito de Portugal registou mínimos históricos inexplicáveis mesmo aos olhos dos mais doutos entre os mestres e doutores de medicina. Pois o nobre acto de dar à luz [outra frase, proveniente do infindável almanaque de frases inapropriadas a unidade curricular que lecciona, desse docente a quem idolatro e devoto todo o meu serviço e vassalagem] nesse 11º mês está directamente ligado à pontaria do jovem e anafado cúpido 9 meses antes, pontaria facilmente diminuída pelo poder que me foi concebido em troca do meu nome na patética esperança de salvar o mundo de todas as chicotadas que o demónio da sensualidade tenta continuamente inflingir sobre cada um de nós. Aqui deixo a mensagem: custou-me mais de um mês de recuperação, um mês de vazio mental e incapacidade de escrita e outras actividades cognitivas, mas graças a mim e aos que deram a vida e a morte por este momento, Cupid you shall never rise again from the ashes.
terça-feira, 30 de março de 2010
JC08 - The quest for eternity
Passam os dias mas o mundo permanece na mesma, quietude inabalável perante o lento fluir do tempo. Da minha janela vejo o mundo assim mesmo: parado quase que cineticamente emudecido pelo nada imenso que dele se apodera. É nestes momentos que penso: porque não mudar esta estática? Porque não lançar ondas de caos sobre tão imensa calma? E é nestes momentos que sinto e percebo que através destas páginas tenho o poder de o fazer, poder sublime mas limitado, e que o farei sempre que tiver algo a dizer, sempre que o nada que me envolve e me contamina ultrapassar o limiar da suportabilidade levando-me a um estado de tal forma catatónico e sufocante que qualquer saída minimamente libertadora me parecerá um renascer para a beleza eterna do mundo.
Depois de tão eloquente introdução, demonstrando todos os meus dotes de praticante de literatura [mesmo que a minha formação academica em nada, ou quase nada, espelhe tais atributos de mago das línguas e da arte em global, apesar de estes serem já inegáveis para seguidores habituais deste blog], chegou o momento de bombardear todos os leitores assíduos com várias revelações que muitos anseiam com certeza, ao ponto de seguirem diariamente este blog, mesmo sabendo que, devido a muitas limitações temporais e derivadas da minha extensa e ocupada vida social, a concepção de tomos de sabedoria e pensamento abstracto com frequência diária se torna uma actividade assaz impossível [mesmo sendo eu um aceitador e seguidor acérrimo da filosofia einsteniana do impossible is nothing, num facto que muitos acharão em contradição com o acima apresentado mas que não se trata de tal, sendo apenas um leve paradoxo que em nada influenciará a propagação de entropia nas sinapses dos leitores que desejo com estes parágrafos]. Assim sendo sem querer maçar mais o meu único seguidor e os meus seguidores, muitas vezes equiparáveis a discípulos que bebem das minhas palavras, passo a revelar o que muito desejaram: o porquê de todos os meus àpartes, pensamentos filosóficos, comentários minimamente inapropriados, momentos de reflexão sobre supracitações, virem enclausurados não nos habituais parentesis curvos [curiosa a utilização de um símbolo tão obscenamente curvilíneo para actividades tão leigas e tão pouco discriminadas pela sociedade] mas nos elegantes e nobres parentesis rectos. Mas como em tudo neste universo, uma pequena causa pode desencadear uma cascata de reacções que podem conduzir a acontecimentos catastróficos, apocalípticos e que, um dia, [esperemos que tal nunca aconteça pelo bem dos meus idólatras] obliterar este blog da face da Internet.
Portanto sem vos querer desiludir sou directo na causa inicial: as teclas de parentesis curvos do meu teclado estão estragadas. MAS como tudo neste blog, existem sempre pequenos pormenores, bizarros, impressionantes e que dão outra dimensão a algo simplesmente ridiculo como a falta de conexão entre os chips das teclas em questão. E aqui surge a magia. Os parentesis rectos permitem, em toda a sua beleza sintética e linear, uma abstração do mundo que os rodeia, fornecendo uma pequena prisão à minha alma, onde me posso abstrair da necessidade que tenho em ser outra pessoa perante os meus seguidores que me vêm já como um semi-deus [hilariante trocadilho para quem o compreender do alto do seu conhecimento da vida académica] e demonstrar a todos o que realmente sinto. É nessa clausura claustrofóbica de ângulos rectos que outro valor mais alto se alevanta [Lusíadas quoting ftw] trazendo às camadas mais externas do monitor de si, leitor [pela primeira vez me dirijo a si e faço-o com todo o desprezo que a sua insignificância em relação ao meu superior ego merece] aquilo que realmente sou, chamemos-lhe usando um termo que caiu em desuso, o meu verdadeiro-ego... Não um alter-ego...mais um fidelis-ego, ou numa inversão bastante derivada da nauseabunda fonética de tal neologismo, Ego Fidelis. [Conheçam-me portanto e temam-me.... Em breve não poderão fugir à realidade, um dia saberão aquilo que mais desejo nesta vida, um dia odiar-me-ão ainda mais, se tal for possível, do que me odeiam neste etéreo momento em que a vossas retina se foca neste último e devastador caracter. Odeiem-me pois eu, do alto do Olimpo desta confusa e disturbada mente, não quero de vós reles plebe qualquer tipo de adoramento... Desejem não me voltar a ler nestes posts pois sempre que tomo controlo destas mãos, apenas desejo reduzir-vos à laia insignificante que vós representais. Olhem o céu nocturno e lembrem-se... O Universo é negro naturalmente, não tenteis negar a escuridão do vosso ser... ]
As if you could kill time without injuring eternity.
P.s. para os meus seguidores: muitos temas tentarei desenvolver nestes dias de férias. Peço desculpa pelos atrasos e pelos taunts que o último post possam ter provocado.... Mas como ele o quis siginificar mais vale falar apenas quando se tiver algo para dizer... Never forget, never forgive. JC
Depois de tão eloquente introdução, demonstrando todos os meus dotes de praticante de literatura [mesmo que a minha formação academica em nada, ou quase nada, espelhe tais atributos de mago das línguas e da arte em global, apesar de estes serem já inegáveis para seguidores habituais deste blog], chegou o momento de bombardear todos os leitores assíduos com várias revelações que muitos anseiam com certeza, ao ponto de seguirem diariamente este blog, mesmo sabendo que, devido a muitas limitações temporais e derivadas da minha extensa e ocupada vida social, a concepção de tomos de sabedoria e pensamento abstracto com frequência diária se torna uma actividade assaz impossível [mesmo sendo eu um aceitador e seguidor acérrimo da filosofia einsteniana do impossible is nothing, num facto que muitos acharão em contradição com o acima apresentado mas que não se trata de tal, sendo apenas um leve paradoxo que em nada influenciará a propagação de entropia nas sinapses dos leitores que desejo com estes parágrafos]. Assim sendo sem querer maçar mais o meu único seguidor e os meus seguidores, muitas vezes equiparáveis a discípulos que bebem das minhas palavras, passo a revelar o que muito desejaram: o porquê de todos os meus àpartes, pensamentos filosóficos, comentários minimamente inapropriados, momentos de reflexão sobre supracitações, virem enclausurados não nos habituais parentesis curvos [curiosa a utilização de um símbolo tão obscenamente curvilíneo para actividades tão leigas e tão pouco discriminadas pela sociedade] mas nos elegantes e nobres parentesis rectos. Mas como em tudo neste universo, uma pequena causa pode desencadear uma cascata de reacções que podem conduzir a acontecimentos catastróficos, apocalípticos e que, um dia, [esperemos que tal nunca aconteça pelo bem dos meus idólatras] obliterar este blog da face da Internet.
Portanto sem vos querer desiludir sou directo na causa inicial: as teclas de parentesis curvos do meu teclado estão estragadas. MAS como tudo neste blog, existem sempre pequenos pormenores, bizarros, impressionantes e que dão outra dimensão a algo simplesmente ridiculo como a falta de conexão entre os chips das teclas em questão. E aqui surge a magia. Os parentesis rectos permitem, em toda a sua beleza sintética e linear, uma abstração do mundo que os rodeia, fornecendo uma pequena prisão à minha alma, onde me posso abstrair da necessidade que tenho em ser outra pessoa perante os meus seguidores que me vêm já como um semi-deus [hilariante trocadilho para quem o compreender do alto do seu conhecimento da vida académica] e demonstrar a todos o que realmente sinto. É nessa clausura claustrofóbica de ângulos rectos que outro valor mais alto se alevanta [Lusíadas quoting ftw] trazendo às camadas mais externas do monitor de si, leitor [pela primeira vez me dirijo a si e faço-o com todo o desprezo que a sua insignificância em relação ao meu superior ego merece] aquilo que realmente sou, chamemos-lhe usando um termo que caiu em desuso, o meu verdadeiro-ego... Não um alter-ego...mais um fidelis-ego, ou numa inversão bastante derivada da nauseabunda fonética de tal neologismo, Ego Fidelis. [Conheçam-me portanto e temam-me.... Em breve não poderão fugir à realidade, um dia saberão aquilo que mais desejo nesta vida, um dia odiar-me-ão ainda mais, se tal for possível, do que me odeiam neste etéreo momento em que a vossas retina se foca neste último e devastador caracter. Odeiem-me pois eu, do alto do Olimpo desta confusa e disturbada mente, não quero de vós reles plebe qualquer tipo de adoramento... Desejem não me voltar a ler nestes posts pois sempre que tomo controlo destas mãos, apenas desejo reduzir-vos à laia insignificante que vós representais. Olhem o céu nocturno e lembrem-se... O Universo é negro naturalmente, não tenteis negar a escuridão do vosso ser... ]
As if you could kill time without injuring eternity.
P.s. para os meus seguidores: muitos temas tentarei desenvolver nestes dias de férias. Peço desculpa pelos atrasos e pelos taunts que o último post possam ter provocado.... Mas como ele o quis siginificar mais vale falar apenas quando se tiver algo para dizer... Never forget, never forgive. JC
segunda-feira, 22 de março de 2010
JC07 - Sophia
"Then I saw a new heaven and a new earth. The former heaven and the former earth had passed away, and the sea was no more. "
"owvpgoctgrogv kkvpgnku vg ukeqy vug ugt cpicO"
"owvpgoctgrogv kkvpgnku vg ukeqy vug ugt cpicO"
Pista nº1 - 21 years of bad luck for Jack Shephard
Pista nº2 - Multiply yourself for e^(-2*s) in Laplace domain
sábado, 13 de fevereiro de 2010
JC06 - Pain
Apesar da curiosidade de este ser o segundo título composto apenas por uma palavra, em nada constitui este post uma sequela ao anterior escrito pelos mesmos autores. Este ensaio é apenas um modo de abstrair a minha mente da inegável verdade que me corrói as entranhas neste preciso momento do fatídico dia 13, sábado, de Fevereiro de 2010, [curioso dia, tendo em conta os acontecimentos que nele já ocorreram, até poderá parecer aos mais supersticiosos que Deus ou qualquer outra força que posso porventura controlar o Tudo sofreu uma translacção temporal de um dia e colocou uma sexta-feira 13 no dia de sábado, enfim até o todo-poderoso pode enganar-se de vez em quando, ser o Senhor não é tarefa fácil, nem mesmo para o senhor Silva da mercearia] e me faz desejar nunca ter sido criado, apesar de eu ainda crer que os meus pais são assexuados e que eu sou o resultado falhado de uma experiência genética para criar um ser humano perfeito [claramente uma experiência falhada como pode ser observável pelo grau de demência das 5 crónicas que antecederam esta].
Estou só. Completamente. A sala 118 está completa e inegavelmente vazia. Não existem livros, não existem computadores, o barulho é tão pouco intenso que um mísero mosquito a esvoaçar no exterior de uma das janelas, produz ruído suficiente para desconcentrar o meu poderoso cérebro da sua actividade de estudo intenso. O Quadro, uma das entidades ainda não apresentadas desta sala, encontra-se angelicalmente virgem, sem qualquer traço de um risco alguma vez nele ter sido levado a cabo, por qualquer caneta com a coragem e o sangue frio [boa hipálage neste último passo, para quem afirma que isto não é literatura, nutrir uma caneta de sangue frio é no mínimo espectacular e mesmo que não seja uma hipálage, esta palavra é bestial e merecia ocupar 8 espaços reservados para caracteres neste post] suficiente para tal acto. Mesmo o simples e fútil acto de premir as teclas age sobre o meu tímpano como se de um tremor de terra estranhamente descoordenado estivesse a abalar os alicerces da faculdade. Sinto-me só e nada nesta sala é capaz de preencher esse vazio. Nem o busto negro e polimérico do Criador, nem o mamífero padronizado com dupla nacionalidade espanhola e madagascariana [ou madagascariense, ou madagascarina, por favor alguém me soluciona esta dúvida], nem mesmo a música, nem mesmo as séries inexistentes neste dia de sábado. Neste dia, para sempre recordarei a dor. E fique aqui bem marcado que de hoje em diante, no dia 13 de Fevereiro do ano de 2010+n, n pertencente ao conjunto dos números naturais, eu, nome fictício João Monteiro, nunca mais porei um pé na faculdade seja para que motivo for. Porque sofrer como eu sofri nesta tarde, nunca ninguém sofreu, sofre ou sofrerá, mesmo que seja obrigada a ver o último episódio de Supernatural após uma festa rica em bebidas alcoólicas ou uma noite de directa a dormir, seguido imediatamente da visualização desse clássico Troll 2 [que também merecerá em breve uma crónica] um filme que ultrapassa os limites tremidamente definidos da realidade.
Vou para casa. O meu nome não será apresentado aos leitores, portanto ficticiamente eu, João Monteiro, fecharei esta porta e que ela não seja jamais aberta por algum indivíduo esperançado de ter um dia calmo em solidão neste local. Pois hoje ficou provado que a mística que flui do seu núcleo deve ser alimentada pela aura de socialização, pois caso contrário, death awaits.
Estou só. Completamente. A sala 118 está completa e inegavelmente vazia. Não existem livros, não existem computadores, o barulho é tão pouco intenso que um mísero mosquito a esvoaçar no exterior de uma das janelas, produz ruído suficiente para desconcentrar o meu poderoso cérebro da sua actividade de estudo intenso. O Quadro, uma das entidades ainda não apresentadas desta sala, encontra-se angelicalmente virgem, sem qualquer traço de um risco alguma vez nele ter sido levado a cabo, por qualquer caneta com a coragem e o sangue frio [boa hipálage neste último passo, para quem afirma que isto não é literatura, nutrir uma caneta de sangue frio é no mínimo espectacular e mesmo que não seja uma hipálage, esta palavra é bestial e merecia ocupar 8 espaços reservados para caracteres neste post] suficiente para tal acto. Mesmo o simples e fútil acto de premir as teclas age sobre o meu tímpano como se de um tremor de terra estranhamente descoordenado estivesse a abalar os alicerces da faculdade. Sinto-me só e nada nesta sala é capaz de preencher esse vazio. Nem o busto negro e polimérico do Criador, nem o mamífero padronizado com dupla nacionalidade espanhola e madagascariana [ou madagascariense, ou madagascarina, por favor alguém me soluciona esta dúvida], nem mesmo a música, nem mesmo as séries inexistentes neste dia de sábado. Neste dia, para sempre recordarei a dor. E fique aqui bem marcado que de hoje em diante, no dia 13 de Fevereiro do ano de 2010+n, n pertencente ao conjunto dos números naturais, eu, nome fictício João Monteiro, nunca mais porei um pé na faculdade seja para que motivo for. Porque sofrer como eu sofri nesta tarde, nunca ninguém sofreu, sofre ou sofrerá, mesmo que seja obrigada a ver o último episódio de Supernatural após uma festa rica em bebidas alcoólicas ou uma noite de directa a dormir, seguido imediatamente da visualização desse clássico Troll 2 [que também merecerá em breve uma crónica] um filme que ultrapassa os limites tremidamente definidos da realidade.
Vou para casa. O meu nome não será apresentado aos leitores, portanto ficticiamente eu, João Monteiro, fecharei esta porta e que ela não seja jamais aberta por algum indivíduo esperançado de ter um dia calmo em solidão neste local. Pois hoje ficou provado que a mística que flui do seu núcleo deve ser alimentada pela aura de socialização, pois caso contrário, death awaits.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
DG01 - Maria: Atendimento 24/7
Olá! Eu sou a Maria.
Por acaso até nem sou, mas para todos os efeitos a minha verdadeira identidade permanecerá misteriosa. Apareço agora apenas para me manifestar relativamente à dúvida que atormenta o jovem João.
João, não és o único com este tipo de questões. Há muitos jovens por este mundo fora que sofrem devido a um amor incompreendido. Percebo que relações entre espécies diferentes possam ser complicadas, mas se o belo esquilo de pêlo sedoso retribuir os teus sentimentos não há motivo para que não possam ser felizes. Ainda que embarquem numa relação física não convencional não deixem que preconceitos sociais antiquados vos impeçam de ser felizes. Se realmente amas este esquilo luta por ele. Ou então quando arranja uma distracção e arrasta-o para um canto sossegado e torna as tuas fantasias realidade. Não deixes que ninguém o roube de ti! A distância não pode impedir este grande amor! Aproveita a proximidade do Dia dos Namorados e mostra-lhe os teus verdadeiros sentimentos.
Uma grande vantagem desta relação inter-espécies está no facto de, apesar da tua fixação bastante óbvia por enfiar objectos já referido buraco posterior, qualquer coisa deste teu esquilo que uses para fornecimento de prazer não te trará dissabores, podes ficar descansado. O PLÁSTICO NÃO ENGRAVIDA! Mas, ainda assim espero que tenhas juízo e tudo o que faças com ele seja com protecção. Deixo aliás este apelo a toda a população da Sala 118.
Despeço-me avisando que irei intervir sempre que confessem os vossos problemas, estejam eles relacionados com esquilos ou não.
Por acaso até nem sou, mas para todos os efeitos a minha verdadeira identidade permanecerá misteriosa. Apareço agora apenas para me manifestar relativamente à dúvida que atormenta o jovem João.
João, não és o único com este tipo de questões. Há muitos jovens por este mundo fora que sofrem devido a um amor incompreendido. Percebo que relações entre espécies diferentes possam ser complicadas, mas se o belo esquilo de pêlo sedoso retribuir os teus sentimentos não há motivo para que não possam ser felizes. Ainda que embarquem numa relação física não convencional não deixem que preconceitos sociais antiquados vos impeçam de ser felizes. Se realmente amas este esquilo luta por ele. Ou então quando arranja uma distracção e arrasta-o para um canto sossegado e torna as tuas fantasias realidade. Não deixes que ninguém o roube de ti! A distância não pode impedir este grande amor! Aproveita a proximidade do Dia dos Namorados e mostra-lhe os teus verdadeiros sentimentos.
Uma grande vantagem desta relação inter-espécies está no facto de, apesar da tua fixação bastante óbvia por enfiar objectos já referido buraco posterior, qualquer coisa deste teu esquilo que uses para fornecimento de prazer não te trará dissabores, podes ficar descansado. O PLÁSTICO NÃO ENGRAVIDA! Mas, ainda assim espero que tenhas juízo e tudo o que faças com ele seja com protecção. Deixo aliás este apelo a toda a população da Sala 118.
Despeço-me avisando que irei intervir sempre que confessem os vossos problemas, estejam eles relacionados com esquilos ou não.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
JC05 - Pride
O que é que uma garrafa de absinto, uma tarte de amêndoa, um perfil no Orkut, dois Wraps de frango [um recheado por cada um dos deliciosos molhos, tão nutritivamente confeccionados nas super higiénicas instalações do McDonalds] e um esquilo de plástico têm em comum? Esperemos que nada pois esta infindável lista de items seria dificilmente enfiada no ânus de qualquer indivíduo, mesmos aqueles cujo elasticidade do primeiro esfincter e o controlo simpático do segundo o permitissem com alguma facilidade. No entanto todos estes artefactos possuem em comum o facto de serem, aos olhos dos protagonistas da seguinte parábola [baseada em factos verídicos, ou simplesmente transposta de factos verídicos e denominada de parábola porque até acho essa palavra engraçada] um valor idêntico, ou mesmo superior, ao da sua própria honra. Se o leitor achou esta revelação no mínimo caricata, peço-lhe que atente nas seguintes narrações e tente perceber que de caricato estas nada possuem, pois o orgulho humano quando ferido, causa uma dor muito superior a qualquer corte com lâminas de barbear, facto comum nos dias que correm, com alta probabilidade de ocorrência em carrascos de mamíferos de baixo porte, ou mesmo à dor causada pelo seemingly impossible fact já referido de introduzir duas garrafas de absinto, dois wraps de frango [ainda quentinhos e com o molhinho a escaldar], um esquilo de polietileno, uma tarte de amêndoa e um perfil do Orkut pelo ânus acima. É uma dor que dilacera o espírito e que está neste momento a pairar, qual abutre prestes a abater-se sobre a putrefacta carcaça, sobre três das nossas personagens.
De Iuri já muito foi dito, e muito mais ainda haverá, pois este jovem é um poço infindável de imaginação e não cessa de nos surpreender a cada momento com momentos mágicos que nos fazem questionar variadas vezes a sua humanidade. De João muito mais há ainda a referir e com certeza merecerá um dia a sua própria crónica, mas já sabemos que adora sandes de atum e que possui uma secreta e ardente paixão por Simon, o simpático e amistoso esquilo tocador de baixo, cujo nome já muito foi invocado mas ainda não foi explorado, tudo a seu tempo. Apresentemos pois a terceira personagem desta narrativa e arranjemos-lhe um nome digno. É o mais próximo que Simon tem de um parente humano, dentro das possibilidades de ligação de sangue entre um humano e um brinde do Happy Meal, e nutre por ele um carinho quase fraternal, muitas vezes possessivo, sendo a grande barreira entre Ele, João e o seu amor proibido. João sabe-o e durante meses tentou de várias formas apoderar-se de Simon. Mas o que ele não sabia é que ela, a quem chamaremos daqui em diante de Mondim, é facilmente subjugável pelo apelo à honra e ao orgulho, facto que partilha em comum com Iuri, cuja humanidade fica comprovada nesta fraqueza que de humano tem tudo.
Tudo começou quando, sob um céu cinzento, Iuri pegou no Cubo. O que o Cubo é realmente, ninguém sabe, mas como simples narrador de acontecimentos posso garantir que é uma fonte de tentação, um objecto com o negro poder e a tenebrosa capacidade de prender uma pessoa num universo próprio, isolando-a da realidade, definhando-a na sua mediocridade. Iuri era o portador do Cubo. E João temeu pelo seu amigo. Durante meses vários habitantes da sala foram cedendo à tentação e com Iuri consumiram o Cubo. João, até ele, do alto do seu trono de sabedoria e magnificiência, desceu à condição de manipulável humano e deixou-se controlar pelo Cubo durante uns tempos, até que, ao acordar desse negro pesadelo, tomou a decisão de acabar com ele e impedir que os novos membros da irmandade da sala 118 caíssem nesse pecado. João degladeou-se com Iuri, mas o Cubo tinha sobre ele um efeito tão poderoso, que simples palavras ou mesmo actos, de nada passavam para além de meros arranhões na couraça da sua indiferença. Mas a esperança, quando ninguém espera, ressurge e uma pessoa contaminada e cuja mente se encontra debilitada por mentiras e falsas adorações é facilmente manipulada por atracções primitivas. João sabia-o e disse as palavras mágicas: "Aposto que...". Duas palavras foram o suficiente para que os olhos de Iuri ganhassem uma nova cor, um raio de vida no meio da amorfidade da íris ocular. Iuri pensava ser capaz de resistir. Mas o prémio prometido deitou abaixo as muralhas tão solidamente erguidas na Constatinopla da mente açoreana deste jovem: duas garrafas de absinto em troca de 101 dias de afastamento do Cubo. João vencia e apoderava-se desse artefacto do mal, exorcizando-o da sala 118 para todo o sempre. Mas o Cubo é uma entidade misteriosa e a sua total destruição pode ser apenas a fachada do aparecimento de um novo e terrível inimigo para João, afinal não apenas um inseguro e nervoso portador da sandes, mas antes um astuto e perspicaz dominador de mentes, um mestre do orgulho...
Mas será que esta vantagem se tornará em breve a sua decadência? Pois o amor entre um humano e um esquilo é um acontecimento que extravasa largamente o espectro de normalidade mesmo no ambiente idílico da sala 118. E este sentimento afectou a mente calculista e fria de João, criando uma nova personagem, nascidas à dois posts atrás, a quem chamaremos de JoÃo, o subconsciente emotivo e apaixonado, mas muitas vezes irracional, o alter-ego d'Aquele que venceu o Cubo. JoÃo é o problema, pois de modo a poder sentir o calor frio da pelugem inorgânica do mamífero plastificado por quem se encontra perdidamente apaixonado vendeu a sua honra e o seu orgulho, para tentar quebrar o orgulho da única barreira entre ele e a felicidade: Mondim. Desde esta mudança de atitude JoÃo já fez João perder uma tarte de amêndoa e encontra-se em vias de obrigá-lo a cometer um pecado imperdoável, o oitavo pecado mortal, a criação de um perfil no Orkut, coisa do outro lado do Atlântico, maior pesadelo que o Cubo, o pior dos tormentos para João cujo domínio sobre o seu alter-ego foi completamente destruído em escassos dias. Resta-lhe sonhar com esses deliciosos nacos de frango embebidos em molho picante ou com o maior prémio de todos, aquilo que o coração do seu alter-ego mais deseja, a única esperança que ainda possui de recuperar o controlo do seu corpo, vencer a aposta pela mão de Simon em casamento, custe isso o que custar.
Pois João sabe que JoÃo não pode ser deixado em liberdade. No dia em que o esquilo que ele tanto desejou o abandone, JoÃo não aguentará a dor, ainda mais intensa, por incrível que pareça que a agonia de ver a honra esfaqueada ou o lancinante rasgamento anal já referido pormenorizamente no início desta crónica. Seria o fim da vida corporal de João, resultado da reacção emocional de um coração estilhaçado. E João não o pode permitir. Ainda há trabalho a fazer neste mundo, antes do seu espírito viver para toda a eternidade na sala 118, dando explicações em sonhos a todos os seus futuros habitantes, desejando secretamente aquilo que hoje em dia é o seu maior e mais negro segredo, qual ele é, ninguém sabe, só João... Só falta esperar que ele algum dia descubra este blog e decida partilhar connosco este segredo, ou morreremos sem saber, afinal, quem é realmente este João...
De Iuri já muito foi dito, e muito mais ainda haverá, pois este jovem é um poço infindável de imaginação e não cessa de nos surpreender a cada momento com momentos mágicos que nos fazem questionar variadas vezes a sua humanidade. De João muito mais há ainda a referir e com certeza merecerá um dia a sua própria crónica, mas já sabemos que adora sandes de atum e que possui uma secreta e ardente paixão por Simon, o simpático e amistoso esquilo tocador de baixo, cujo nome já muito foi invocado mas ainda não foi explorado, tudo a seu tempo. Apresentemos pois a terceira personagem desta narrativa e arranjemos-lhe um nome digno. É o mais próximo que Simon tem de um parente humano, dentro das possibilidades de ligação de sangue entre um humano e um brinde do Happy Meal, e nutre por ele um carinho quase fraternal, muitas vezes possessivo, sendo a grande barreira entre Ele, João e o seu amor proibido. João sabe-o e durante meses tentou de várias formas apoderar-se de Simon. Mas o que ele não sabia é que ela, a quem chamaremos daqui em diante de Mondim, é facilmente subjugável pelo apelo à honra e ao orgulho, facto que partilha em comum com Iuri, cuja humanidade fica comprovada nesta fraqueza que de humano tem tudo.
Tudo começou quando, sob um céu cinzento, Iuri pegou no Cubo. O que o Cubo é realmente, ninguém sabe, mas como simples narrador de acontecimentos posso garantir que é uma fonte de tentação, um objecto com o negro poder e a tenebrosa capacidade de prender uma pessoa num universo próprio, isolando-a da realidade, definhando-a na sua mediocridade. Iuri era o portador do Cubo. E João temeu pelo seu amigo. Durante meses vários habitantes da sala foram cedendo à tentação e com Iuri consumiram o Cubo. João, até ele, do alto do seu trono de sabedoria e magnificiência, desceu à condição de manipulável humano e deixou-se controlar pelo Cubo durante uns tempos, até que, ao acordar desse negro pesadelo, tomou a decisão de acabar com ele e impedir que os novos membros da irmandade da sala 118 caíssem nesse pecado. João degladeou-se com Iuri, mas o Cubo tinha sobre ele um efeito tão poderoso, que simples palavras ou mesmo actos, de nada passavam para além de meros arranhões na couraça da sua indiferença. Mas a esperança, quando ninguém espera, ressurge e uma pessoa contaminada e cuja mente se encontra debilitada por mentiras e falsas adorações é facilmente manipulada por atracções primitivas. João sabia-o e disse as palavras mágicas: "Aposto que...". Duas palavras foram o suficiente para que os olhos de Iuri ganhassem uma nova cor, um raio de vida no meio da amorfidade da íris ocular. Iuri pensava ser capaz de resistir. Mas o prémio prometido deitou abaixo as muralhas tão solidamente erguidas na Constatinopla da mente açoreana deste jovem: duas garrafas de absinto em troca de 101 dias de afastamento do Cubo. João vencia e apoderava-se desse artefacto do mal, exorcizando-o da sala 118 para todo o sempre. Mas o Cubo é uma entidade misteriosa e a sua total destruição pode ser apenas a fachada do aparecimento de um novo e terrível inimigo para João, afinal não apenas um inseguro e nervoso portador da sandes, mas antes um astuto e perspicaz dominador de mentes, um mestre do orgulho...
Mas será que esta vantagem se tornará em breve a sua decadência? Pois o amor entre um humano e um esquilo é um acontecimento que extravasa largamente o espectro de normalidade mesmo no ambiente idílico da sala 118. E este sentimento afectou a mente calculista e fria de João, criando uma nova personagem, nascidas à dois posts atrás, a quem chamaremos de JoÃo, o subconsciente emotivo e apaixonado, mas muitas vezes irracional, o alter-ego d'Aquele que venceu o Cubo. JoÃo é o problema, pois de modo a poder sentir o calor frio da pelugem inorgânica do mamífero plastificado por quem se encontra perdidamente apaixonado vendeu a sua honra e o seu orgulho, para tentar quebrar o orgulho da única barreira entre ele e a felicidade: Mondim. Desde esta mudança de atitude JoÃo já fez João perder uma tarte de amêndoa e encontra-se em vias de obrigá-lo a cometer um pecado imperdoável, o oitavo pecado mortal, a criação de um perfil no Orkut, coisa do outro lado do Atlântico, maior pesadelo que o Cubo, o pior dos tormentos para João cujo domínio sobre o seu alter-ego foi completamente destruído em escassos dias. Resta-lhe sonhar com esses deliciosos nacos de frango embebidos em molho picante ou com o maior prémio de todos, aquilo que o coração do seu alter-ego mais deseja, a única esperança que ainda possui de recuperar o controlo do seu corpo, vencer a aposta pela mão de Simon em casamento, custe isso o que custar.
Pois João sabe que JoÃo não pode ser deixado em liberdade. No dia em que o esquilo que ele tanto desejou o abandone, JoÃo não aguentará a dor, ainda mais intensa, por incrível que pareça que a agonia de ver a honra esfaqueada ou o lancinante rasgamento anal já referido pormenorizamente no início desta crónica. Seria o fim da vida corporal de João, resultado da reacção emocional de um coração estilhaçado. E João não o pode permitir. Ainda há trabalho a fazer neste mundo, antes do seu espírito viver para toda a eternidade na sala 118, dando explicações em sonhos a todos os seus futuros habitantes, desejando secretamente aquilo que hoje em dia é o seu maior e mais negro segredo, qual ele é, ninguém sabe, só João... Só falta esperar que ele algum dia descubra este blog e decida partilhar connosco este segredo, ou morreremos sem saber, afinal, quem é realmente este João...
JC04 - The Sulking Blueberry (Part I)
Estou arreliado. Se é que esta palavra existe. Deixa-me pesquisar... Hummmm existe. Ok ninguém me vai ostracizar pela utilização deste vocábulo, ao contrário do que tem acontecido nestas últimas horas. Mas, devo admitir, apesar de ir contra a minha natureza, que em momentos menos sãos o demónio do erro corrompe a minha alma. E como o passo mais díficil é a aceitação, sinto-me capaz de facilmente atingir a reabilitação. Mas para tal necessito de ajuda profissional. No dia de amanhã enviarei o anúncio que se segue para os classificados do honorável [e sublinhe-se e ponha-se a negrito honorável, dois actos possivelmente possíveis [perdoem-me o pleonasmo] no editor de texto do blog, mas que ainda ultrapassam a minha masterização] jornal "24 horas", iniciando uma epopeia em busca da perfeita tecla F7 do Microsoft Word do meu encéfalo.
PROCURA-SE AJUDA PROFISSIONAL: Jovem bem feito, sensual, atrevido, peito XXL, boquinha deliciosa, bumbum jeitoso, toque sensual a 2 mãos, conhecedor das andanças do coito, possuidor de casa isolada, busca ajuda na área da correcção ortográfica, sintática e gramatical, para colaboração em muy nobre blog. Sou bem educado e possuo 5/6 de uma licenciatura em engenharia. Envie foto dos seus dotes para o meu facebook que eu respondo. beijinhux fofixxxx
PROCURA-SE AJUDA PROFISSIONAL: Jovem bem feito, sensual, atrevido, peito XXL, boquinha deliciosa, bumbum jeitoso, toque sensual a 2 mãos, conhecedor das andanças do coito, possuidor de casa isolada, busca ajuda na área da correcção ortográfica, sintática e gramatical, para colaboração em muy nobre blog. Sou bem educado e possuo 5/6 de uma licenciatura em engenharia. Envie foto dos seus dotes para o meu facebook que eu respondo. beijinhux fofixxxx
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
JC03 - Slutty Mary
Oi Maria,
Eu sou o João e tenho um problema, o qual, devido à sua elevada magnitude, se torna impossível de introduzir no ânus [facto que poderia levar à minha gravidez como hoje aprendi lendo a tua secção de correio electrónico]. Há um mês e meio conheci um esquilo. Ao início não o suportava, especialmente quando ele tocava baixo [não em volume claro, mas em frequência, se é que me entendes] como se fosse uma guitarra. Tentei ignorá-lo, mas não funcionou. Enforquei-o numa lâmpada, tentei abri-lo para lhe tirar as pilhas, mas ele não se calava! E eu sonhava com ele, sonhos escaldantes onde o seu pêlo sedoso roçava a minha pele sedosa e desnudada, enquanto sucumbíamos aos prazeres da carne, em posições que ultrapassavam a mecânica do corpo humano, atingindo orgasmos fulminantes sem qualquer perda de turgescência penial. Acordava a suar pensando naquele peludo esquilo, naqueles óculos, naquele baixo, naquela mãozinha castanha a desbotar em azul ... aaaaaaaaaaaaaai ... Passei a ser querido com ele, deixava-o tocar, deixei de planear assassiná-lo a toda a hora [OK isto não é bem verdade mas as mortes pela minha pervertida mente criadas envolviam agora sempre qualquer tipo de prazer sexual mórbido para o observador] e comecei a sentir uma química entre nós ... Maria. Não sei o que fazer. Seria muito estranho um rapaz honesto e sincero como eu encetar numa relação de índole erótico-amorosa com um esquilo de plástico, capaz de tocar guitarra num baixo??? Seria o primeiro indivíduo a praticar o coito com um brinde do Happy Meal??? Os nossos filhos seriam um terço humanos, um terço esquilos, um terço material orgânico polimérico sintético??? Teria que obter um visto oficial para a prática não discriminada de fetichismo zoo-homo-pedófilo??? E se ele não me amar, devo esquecer os esquilos ou passar aos irmãos dele??? Maria ajuda-me não sei o que mais fazer... Se neste mundo um homem e um esquilo inanimado não podem ser felizes então diz-me porque não aguento mais....
João Chipmunk
Eu sou o João e tenho um problema, o qual, devido à sua elevada magnitude, se torna impossível de introduzir no ânus [facto que poderia levar à minha gravidez como hoje aprendi lendo a tua secção de correio electrónico]. Há um mês e meio conheci um esquilo. Ao início não o suportava, especialmente quando ele tocava baixo [não em volume claro, mas em frequência, se é que me entendes] como se fosse uma guitarra. Tentei ignorá-lo, mas não funcionou. Enforquei-o numa lâmpada, tentei abri-lo para lhe tirar as pilhas, mas ele não se calava! E eu sonhava com ele, sonhos escaldantes onde o seu pêlo sedoso roçava a minha pele sedosa e desnudada, enquanto sucumbíamos aos prazeres da carne, em posições que ultrapassavam a mecânica do corpo humano, atingindo orgasmos fulminantes sem qualquer perda de turgescência penial. Acordava a suar pensando naquele peludo esquilo, naqueles óculos, naquele baixo, naquela mãozinha castanha a desbotar em azul ... aaaaaaaaaaaaaai ... Passei a ser querido com ele, deixava-o tocar, deixei de planear assassiná-lo a toda a hora [OK isto não é bem verdade mas as mortes pela minha pervertida mente criadas envolviam agora sempre qualquer tipo de prazer sexual mórbido para o observador] e comecei a sentir uma química entre nós ... Maria. Não sei o que fazer. Seria muito estranho um rapaz honesto e sincero como eu encetar numa relação de índole erótico-amorosa com um esquilo de plástico, capaz de tocar guitarra num baixo??? Seria o primeiro indivíduo a praticar o coito com um brinde do Happy Meal??? Os nossos filhos seriam um terço humanos, um terço esquilos, um terço material orgânico polimérico sintético??? Teria que obter um visto oficial para a prática não discriminada de fetichismo zoo-homo-pedófilo??? E se ele não me amar, devo esquecer os esquilos ou passar aos irmãos dele??? Maria ajuda-me não sei o que mais fazer... Se neste mundo um homem e um esquilo inanimado não podem ser felizes então diz-me porque não aguento mais....
João Chipmunk
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
JC02 - The nameless one
Nem só da sala vivem os seus habitantes. Por muito que esse seja o seu sonho, a subsistência sedentária por autotrofia é um mecanismo ainda aquém das possibilidades dos heróis destas narrativas. Limitados pela organo-heterotrofia típica da sua espécie, a migração sazonal diária entre a sala 118 e a cantina tornou-se um ritual quase instintivo, intrínseco à condição de habitante deste místico local.
A cantina. Um centro de promiscuidade alimentar e quebra de regulamentos da ASAE. O núcleo da antipatia do corpo dos funcionários públicos. E acima de tudo, um local de profanidade, especialmente ao nível da confecção dos alimentos, uma tarefa que só pode ser completada vendendo a alma ao diabo em troca da capacidade inumana de criação de tão complexas e nutritivas refeições. É claro que estes factos escapam ao leigo olhar do típico observador. Apenas os mais sensíveis aos caminhos do Belzebu são capazes desse feito: identificar e exorcizar estes alimentos do demónio.
Hoje foi um dia como todos os outros, com a típica migração. Mas hoje foi diferente, pois esse poder sobrenatural da distinção da peste que inunda os alimentos da cantina, inundou cinco das nossas personagens, duas delas já vossas conhecidas: Iuri, o avatar do engenho e João o nervoso e inseguro portador da sandes. Chegou pois a altura de vos apresentar as Anas, nomes iguais mas também igualmente aleatórios e fictícios, sendo que a sua equalidade é apenas resultado de um erro na teoria do caos, criando uma coincidência única e irrepetível. Nunca mais existirá uma Ana como personagem nestas crónicas. Nunca. Até agora. A 5ª personagem é também uma Ana, curioso, facto que leva à necessidade da sua distinção. Utilizando as funções de randomize do MATLAB [pista para os mais curiosos descobrirem a nossa identidade] e uma conversão código ASCII para caracteres cada uma das Anas foi associada a uma letra. Assim temos Ana P jovem entusiasta, viciada em citrinos falantes e animais mitológicos alados e cuspidores de fogo, Ana M, boneca da Matel animada de vida própria, viciada em outras jovens que possuem sonhos molhados e em quizes impossíveis. A última, acaso dos acasos é também Ana M, infelizmente para o processador e para a memória do meu PC, responsável pela randomização dos nomes, pelo que serei eu a escolher o nome, sendo deste momento em diante Sofia M.
Sofia M, Ana M, Ana P, João e Iuri, cinco honráveis guerreiros, defensores da gastronomia típica da cantina, até ao momento em que o seu olhar se cruzou com os da habitualmente simpática funcionária pública, incumbida da árdua tarefa de servir os alimentos e assim propagar a peste diabólica por toda a comunidade da faculdade. A simpatia desvaneceu-se tão rápido como um protão acelerado num ciclotrão, na produção de radionuclídeos utilizados em medicina nuclear. O seu esgar de repulsa até então camuflado sob a fachada de ternura da jovem servidora de comida tornou-se subitamente visível aos olhos do quinteto, tal como o inomivável e indescritível aspecto dos alimentos por ela repulsivamente colocados nos decrépitos pratos de louça, tresandando a podridão.
Três refeições distintas foram servidos aos nossas jovens. E em cada uma delas um pecado esperando por se libertar e espalhar o seu poder pelas vizinhanças. Cuidadosamente cada um desembainhou os seus talheres começando uma cirúrgica e perfeccionista sutura da superfície dos anunciados "Rissóis de marisco", "Rissóis vegetarianos", e um terceiro alimento, cujo nome se perdeu no redemoinho do passado, vítima inevitável à cruel passagem do tempo, perdido num mar de reminiscências ao qual apenas os mais sábios poderão algum dia chegar [a não ser claro que algum de nós se levantasse e fosse à cantina ler a ementa, processo deveras moroso e nada apropriado à quantidade épica de trabalho que se nos avizinha no presente]. As vísceras destes desconhecidos alimentos revelaram o segredo que ninguém queria ver revelado: a amorfidade e monocromaticidade inundaram as retinas dos presentes, gerando impulsos eléctricos que geraram reacções de ódio e nojo. Por um momento os talheres recuaram.
Mas as necessidades energéticas são um flagelo da humanidade. Qual chicote em chamas o sistema nervoso entérico explodiu na mente dos personagens principais desta quasi-fábula [sim, todos estes individuos possuem características muitas vezes animalescas que serão exploradas com o tempo] e a heterotrofia levou a melhor. Pois contra a nossa própria vontade e a nossa natureza, nem o Simon possui poder.
A cantina. Um centro de promiscuidade alimentar e quebra de regulamentos da ASAE. O núcleo da antipatia do corpo dos funcionários públicos. E acima de tudo, um local de profanidade, especialmente ao nível da confecção dos alimentos, uma tarefa que só pode ser completada vendendo a alma ao diabo em troca da capacidade inumana de criação de tão complexas e nutritivas refeições. É claro que estes factos escapam ao leigo olhar do típico observador. Apenas os mais sensíveis aos caminhos do Belzebu são capazes desse feito: identificar e exorcizar estes alimentos do demónio.
Hoje foi um dia como todos os outros, com a típica migração. Mas hoje foi diferente, pois esse poder sobrenatural da distinção da peste que inunda os alimentos da cantina, inundou cinco das nossas personagens, duas delas já vossas conhecidas: Iuri, o avatar do engenho e João o nervoso e inseguro portador da sandes. Chegou pois a altura de vos apresentar as Anas, nomes iguais mas também igualmente aleatórios e fictícios, sendo que a sua equalidade é apenas resultado de um erro na teoria do caos, criando uma coincidência única e irrepetível. Nunca mais existirá uma Ana como personagem nestas crónicas. Nunca. Até agora. A 5ª personagem é também uma Ana, curioso, facto que leva à necessidade da sua distinção. Utilizando as funções de randomize do MATLAB [pista para os mais curiosos descobrirem a nossa identidade] e uma conversão código ASCII para caracteres cada uma das Anas foi associada a uma letra. Assim temos Ana P jovem entusiasta, viciada em citrinos falantes e animais mitológicos alados e cuspidores de fogo, Ana M, boneca da Matel animada de vida própria, viciada em outras jovens que possuem sonhos molhados e em quizes impossíveis. A última, acaso dos acasos é também Ana M, infelizmente para o processador e para a memória do meu PC, responsável pela randomização dos nomes, pelo que serei eu a escolher o nome, sendo deste momento em diante Sofia M.
Sofia M, Ana M, Ana P, João e Iuri, cinco honráveis guerreiros, defensores da gastronomia típica da cantina, até ao momento em que o seu olhar se cruzou com os da habitualmente simpática funcionária pública, incumbida da árdua tarefa de servir os alimentos e assim propagar a peste diabólica por toda a comunidade da faculdade. A simpatia desvaneceu-se tão rápido como um protão acelerado num ciclotrão, na produção de radionuclídeos utilizados em medicina nuclear. O seu esgar de repulsa até então camuflado sob a fachada de ternura da jovem servidora de comida tornou-se subitamente visível aos olhos do quinteto, tal como o inomivável e indescritível aspecto dos alimentos por ela repulsivamente colocados nos decrépitos pratos de louça, tresandando a podridão.
Três refeições distintas foram servidos aos nossas jovens. E em cada uma delas um pecado esperando por se libertar e espalhar o seu poder pelas vizinhanças. Cuidadosamente cada um desembainhou os seus talheres começando uma cirúrgica e perfeccionista sutura da superfície dos anunciados "Rissóis de marisco", "Rissóis vegetarianos", e um terceiro alimento, cujo nome se perdeu no redemoinho do passado, vítima inevitável à cruel passagem do tempo, perdido num mar de reminiscências ao qual apenas os mais sábios poderão algum dia chegar [a não ser claro que algum de nós se levantasse e fosse à cantina ler a ementa, processo deveras moroso e nada apropriado à quantidade épica de trabalho que se nos avizinha no presente]. As vísceras destes desconhecidos alimentos revelaram o segredo que ninguém queria ver revelado: a amorfidade e monocromaticidade inundaram as retinas dos presentes, gerando impulsos eléctricos que geraram reacções de ódio e nojo. Por um momento os talheres recuaram.
Mas as necessidades energéticas são um flagelo da humanidade. Qual chicote em chamas o sistema nervoso entérico explodiu na mente dos personagens principais desta quasi-fábula [sim, todos estes individuos possuem características muitas vezes animalescas que serão exploradas com o tempo] e a heterotrofia levou a melhor. Pois contra a nossa própria vontade e a nossa natureza, nem o Simon possui poder.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
JC01 - The day the sandwich stood still
Quando no dia 25 de Abril de 1992 a ABC transmitiu o último episódio da série MacGyver, um mito tinha sido criado. Quando no dia 7 de Janeiro de 2010 o acontecimento agora narrado teve lugar, muitas questões foram levantadas, especialmente pelos adeptos da teoria da reincarnação. Será que o espírito engenhoso e muitas vezes god-like dessa personagem fictícia quebrou a etérea barreira que separa a ficção da realidade e encarnou no dia 1 de Julho de 1990 num recém-nascido na longínqua terra de Lagoa, Açores, Portugal???
Utilizaremos deste ponto em diante nomes fictícios para nos referirmos a todos os descendentes dos descobridores da sala 118. Nas próximas crónicas apresentaremos alguns dos indivíduos que habitam este local e cujos feitos ecoarão pela eternidade, começando por este representante do cariótipo XY [considerando-o humano, facto muitas vezes tomado como dogmático e que, como poderá ser avaliado pelos leitores, não é assim tão linear] e a sua incrível capacidade de criação de novos dispositivos que permitem à tribo nómada, cuja vida não se encontra centrada na sala 118, sonhar com o sedentarismo recorrendo somente às vending machines do corredor.
Apesar de não ter sido referido, não só a sala, como todo o ambiente envolvente da mesma, encontram-se imbuídos dum poder milenar. Num único corredor é possível sentir o aroma intensa de pizzas acabadas de confecionar, deixar-se maravilhar pela variedade de items gastronómicos fornecidos pelas máquinas de venda, enfurecer com a enorme probabilidade do café pedido não trazer colher, e sentir a aura de desprezo e ódio que emana da sala vizinha, a amaldiçoada sala 117 onde um ambiente de terror e tristeza impera.
É nesta área envolvente do éden da sala 118 que uma lenda foi criada. Quando um dos seguidores [daqui em diante chamado de João] decidiu fazer uma pausa na sua árdua tarefa de estudo, por volta das 8 da noite do dia 7 de Janeiro, para petiscar uma suculenta sandes de atum, mal poderia ele imaginar o inferno que estaria prestes a enfrentar. Colocando a bela moeda de um euro na perfeita ranhura e clicando nos números, assumidamente aleatórios, sucumbidos às maldições da modernidade, o espectador João quedou-se boquiaberto no momento em que as turbinas da máquina a fizeram rodar aplicando uma força vertical sobre a sandes e deixando-a numa posição horizontal sobre o mecanismo rotativo concebido para que a sandes caísse no orifício da recolha de alimentos. Um erro foi o suficiente para lançar o caos. O estômago de João gritou em agonia enquanto os seus olhos se esbugalhavam perante tal acontecimento, único na sua perfeição simétrica, apesar de agonizante.
Mas eis que, quando toda a esperança se encontrava perdida, uma luz emergiu da porta da sala 118 e, envolvido por este halo de boa-nova, Ele apareceu. O seu ar inofensivo esconde uma mente engenhosa e muitas vezes assustadora, apenas equiparada à elasticidade que possui nos seus membros. Referir-nos-emos dele deste ponto em diante como Iuri. Ele aproximou-se e ele viu... e ele se sentou observando, isolando-se no seu próprio mundo, ali, sentado e olhando. João ausentou-se, sem esperança no seu companheiro. Meia hora passou e quando João se preparava para morrer faminto Iuri emergiu erguendo numa das mãos a sandes e na outra uma engenhoca epicamente inovadora: três fios de cobre, normalmente utilizados na construção de circuitos eléctricos, enrolados em trança e na sua ponta um gancho confeccionado a partir de solda, utilizada vulgarmente no mesmo tipo de processos. Como ele as arranjou senão abandonou o seu local de observação, só Deus, o Darth Vader e o Simon sabem. Como ele retirou a sandes da sua prisão intemporal só os indíngenas da sala 117 afirmam saber. A verdade é que, por um momento, todas as características por vezes menos apelativas de Iuri dissiparam-se aos olhos de João, Diana e Lígia [duas das habitantes ficticiamente nomeadas da sala 118] que se quedaram em maravilha.
Naquele momento Iuri sorriu qual Richard Dean Anderson em qualquer uma 139 vezes que a abertura da série MacGyver inundou os televisores de milhões de americanos. Naquele momento Iuri era uma lenda.
Utilizaremos deste ponto em diante nomes fictícios para nos referirmos a todos os descendentes dos descobridores da sala 118. Nas próximas crónicas apresentaremos alguns dos indivíduos que habitam este local e cujos feitos ecoarão pela eternidade, começando por este representante do cariótipo XY [considerando-o humano, facto muitas vezes tomado como dogmático e que, como poderá ser avaliado pelos leitores, não é assim tão linear] e a sua incrível capacidade de criação de novos dispositivos que permitem à tribo nómada, cuja vida não se encontra centrada na sala 118, sonhar com o sedentarismo recorrendo somente às vending machines do corredor.
Apesar de não ter sido referido, não só a sala, como todo o ambiente envolvente da mesma, encontram-se imbuídos dum poder milenar. Num único corredor é possível sentir o aroma intensa de pizzas acabadas de confecionar, deixar-se maravilhar pela variedade de items gastronómicos fornecidos pelas máquinas de venda, enfurecer com a enorme probabilidade do café pedido não trazer colher, e sentir a aura de desprezo e ódio que emana da sala vizinha, a amaldiçoada sala 117 onde um ambiente de terror e tristeza impera.
É nesta área envolvente do éden da sala 118 que uma lenda foi criada. Quando um dos seguidores [daqui em diante chamado de João] decidiu fazer uma pausa na sua árdua tarefa de estudo, por volta das 8 da noite do dia 7 de Janeiro, para petiscar uma suculenta sandes de atum, mal poderia ele imaginar o inferno que estaria prestes a enfrentar. Colocando a bela moeda de um euro na perfeita ranhura e clicando nos números, assumidamente aleatórios, sucumbidos às maldições da modernidade, o espectador João quedou-se boquiaberto no momento em que as turbinas da máquina a fizeram rodar aplicando uma força vertical sobre a sandes e deixando-a numa posição horizontal sobre o mecanismo rotativo concebido para que a sandes caísse no orifício da recolha de alimentos. Um erro foi o suficiente para lançar o caos. O estômago de João gritou em agonia enquanto os seus olhos se esbugalhavam perante tal acontecimento, único na sua perfeição simétrica, apesar de agonizante.
Mas eis que, quando toda a esperança se encontrava perdida, uma luz emergiu da porta da sala 118 e, envolvido por este halo de boa-nova, Ele apareceu. O seu ar inofensivo esconde uma mente engenhosa e muitas vezes assustadora, apenas equiparada à elasticidade que possui nos seus membros. Referir-nos-emos dele deste ponto em diante como Iuri. Ele aproximou-se e ele viu... e ele se sentou observando, isolando-se no seu próprio mundo, ali, sentado e olhando. João ausentou-se, sem esperança no seu companheiro. Meia hora passou e quando João se preparava para morrer faminto Iuri emergiu erguendo numa das mãos a sandes e na outra uma engenhoca epicamente inovadora: três fios de cobre, normalmente utilizados na construção de circuitos eléctricos, enrolados em trança e na sua ponta um gancho confeccionado a partir de solda, utilizada vulgarmente no mesmo tipo de processos. Como ele as arranjou senão abandonou o seu local de observação, só Deus, o Darth Vader e o Simon sabem. Como ele retirou a sandes da sua prisão intemporal só os indíngenas da sala 117 afirmam saber. A verdade é que, por um momento, todas as características por vezes menos apelativas de Iuri dissiparam-se aos olhos de João, Diana e Lígia [duas das habitantes ficticiamente nomeadas da sala 118] que se quedaram em maravilha.
Naquele momento Iuri sorriu qual Richard Dean Anderson em qualquer uma 139 vezes que a abertura da série MacGyver inundou os televisores de milhões de americanos. Naquele momento Iuri era uma lenda.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Enter 118
Todo o material apresentado neste blog é puramente verídico. Ou possui, pelo menos, alguma base em acontecimentos reais e presenciados pelos seus autores. Podem considerar-se todas as entradas deste momento em diante como mitos, mitos de um local dotado de um poder e de uma mística absolutamente inigualáveis dentro do edifício principal da faculdade onde todos estes mitos tomam lugar, edifício inominável, até ao fim dos tempos [ou até alguém se apoderar da password da conta do g-mail e decidir partilhar com os mortais e leigos leitores esse segredo milenar passado de geração em geração].
E como todas as narrações, esta tem também um início, embora este já se tenha perdido nas brumas do passado, restando apenas citações incorrectas e documentos altamente flagelados pela impiedosa passagem do tempo. Tudo se passou no dia 17 de Dezembro de um longíquo ano [algures entre MMVIII d.C e MMX d.C] num fim de tarde invernal, quando uma cabeça preta de plástico, divisível em duas partes, possuíndo no seu lumen um elaborado e labiríntico quebra-cabeças apareceu no horizonte. Os humanos que sobre Ela depunham o olhar sentiam-se maravilhados pela Sua imponência e hipnotizados pelos Seus ruídos celestiais. Alguns dos observadores sofreram uma atracção inegável, quais partículas carregadas introduzidas num campo eléctrico, e seguiram-nA. E então ela parou.
Parou diante de uma porta. Uma simples porta. E junto a esta uma placa. Uma simples placa. "Sala de Estudo - B118". Os seguidores foram libertos da força que deles se tinha apoderado e quedaram-se perante este portal para outra realidade. E assim tudo começou, com o lento e apreensivo girar da maçaneta, os pioneiros da sala 118 entraram e foram imediatamente envolvidos pela magia deste lugar, onde milagres e maldições acontecem. Neste lugar, esquilos são enforcados e vivem, fantasmas perdidos nos anos 90 cantam "Barbie Girl" dos Aqua às 5 da manhã, plantas e zombies travam épicos combates antes deste últimos serem atropelados por um taxista hippie, o monstro do fumo quer voltar a casa, e... enfim. Vários mitos para vários artigos, escritos pelas pessoas que sentem na pele a vida neste paraíso utópico.
Sincerely,
The Zombies
E como todas as narrações, esta tem também um início, embora este já se tenha perdido nas brumas do passado, restando apenas citações incorrectas e documentos altamente flagelados pela impiedosa passagem do tempo. Tudo se passou no dia 17 de Dezembro de um longíquo ano [algures entre MMVIII d.C e MMX d.C] num fim de tarde invernal, quando uma cabeça preta de plástico, divisível em duas partes, possuíndo no seu lumen um elaborado e labiríntico quebra-cabeças apareceu no horizonte. Os humanos que sobre Ela depunham o olhar sentiam-se maravilhados pela Sua imponência e hipnotizados pelos Seus ruídos celestiais. Alguns dos observadores sofreram uma atracção inegável, quais partículas carregadas introduzidas num campo eléctrico, e seguiram-nA. E então ela parou.
Parou diante de uma porta. Uma simples porta. E junto a esta uma placa. Uma simples placa. "Sala de Estudo - B118". Os seguidores foram libertos da força que deles se tinha apoderado e quedaram-se perante este portal para outra realidade. E assim tudo começou, com o lento e apreensivo girar da maçaneta, os pioneiros da sala 118 entraram e foram imediatamente envolvidos pela magia deste lugar, onde milagres e maldições acontecem. Neste lugar, esquilos são enforcados e vivem, fantasmas perdidos nos anos 90 cantam "Barbie Girl" dos Aqua às 5 da manhã, plantas e zombies travam épicos combates antes deste últimos serem atropelados por um taxista hippie, o monstro do fumo quer voltar a casa, e... enfim. Vários mitos para vários artigos, escritos pelas pessoas que sentem na pele a vida neste paraíso utópico.
Sincerely,
The Zombies
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