sábado, 6 de fevereiro de 2010

Enter 118

Todo o material apresentado neste blog é puramente verídico. Ou possui, pelo menos, alguma base em acontecimentos reais e presenciados pelos seus autores. Podem considerar-se todas as entradas deste momento em diante como mitos, mitos de um local dotado de um poder e de uma mística absolutamente inigualáveis dentro do edifício principal da faculdade onde todos estes mitos tomam lugar, edifício inominável, até ao fim dos tempos [ou até alguém se apoderar da password da conta do g-mail e decidir partilhar com os mortais e leigos leitores esse segredo milenar passado de geração em geração].

E como todas as narrações, esta tem também um início, embora este já se tenha perdido nas brumas do passado, restando apenas citações incorrectas e documentos altamente flagelados pela impiedosa passagem do tempo. Tudo se passou no dia 17 de Dezembro de um longíquo ano [algures entre MMVIII d.C e MMX d.C] num fim de tarde invernal, quando uma cabeça preta de plástico, divisível em duas partes, possuíndo no seu lumen um elaborado e labiríntico quebra-cabeças apareceu no horizonte. Os humanos que sobre Ela depunham o olhar sentiam-se maravilhados pela Sua imponência e hipnotizados pelos Seus ruídos celestiais. Alguns dos observadores sofreram uma atracção inegável, quais partículas carregadas introduzidas num campo eléctrico, e seguiram-nA. E então ela parou.

Parou diante de uma porta. Uma simples porta. E junto a esta uma placa. Uma simples placa. "Sala de Estudo - B118". Os seguidores foram libertos da força que deles se tinha apoderado e quedaram-se perante este portal para outra realidade. E assim tudo começou, com o lento e apreensivo girar da maçaneta, os pioneiros da sala 118 entraram e foram imediatamente envolvidos pela magia deste lugar, onde milagres e maldições acontecem. Neste lugar, esquilos são enforcados e vivem, fantasmas perdidos nos anos 90 cantam "Barbie Girl" dos Aqua às 5 da manhã, plantas e zombies travam épicos combates antes deste últimos serem atropelados por um taxista hippie, o monstro do fumo quer voltar a casa, e... enfim. Vários mitos para vários artigos, escritos pelas pessoas que sentem na pele a vida neste paraíso utópico.

Sincerely,
The Zombies

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